sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Eis um modelo da resenha do filme JUNO

- JUNO -
  Juno (Elle Page) é uma adolescente de 16 anos que engravida de um tipo nerd, viciado em Tic-Tac laranja e que dorme numa cama em formato de carro. Descolada, a garota resolve – depois de saber que o pequeno feto possui “unhas” – manter a gravidez até o fim e doar o bebê a um casal carente por cocô/ mamadeira/choro.
  Moderninho, irônico e crítico o roteiro da ex-stripper Diablo Cody se tornou uma sensação nos EUA e está indicado a quatro Oscar, incluindo as disputadas estatuetas de melhor filme, diretor, atriz e roteiro original (Aposto apenas na última categoria). Ou seja, a cereja do bolo/Oscar. Difícil crer que Elle Page (Menina má.com) passará por cima de Cate Blanchett (Elizabeth – A Era do Ouro) ou da incontestável trabalho de Marion Cottilard (Piaf – Uma Hino ao Amor), mas a garota tem talento seu semblante transpassa fragilidade, ironia e maturidade e confere uma autenticidade a personagem que a torna cativante no primeiro momento.
  O filme de Jason Reitman ( Obrigado por Fumar) não tem o sadismo e a crueza dos filmes de Todd Solondz (Felicidade) e alterna um certo sarcasmo ao lidar com o assunto com facilidades pops. Seja pelo descolado desenho no inicio, pela trilha sonora alternativa, a música eu une Juno ao (futuro) pai de seu filho, ou a inocência da procura do primeiro amor.
Se o filme fosse mais pessimista ao retratar a adolescência, com certeza Juno poderia ser amiga de uma das irmãs do filme “As Virgens Suicidas” de Sofia Coppola. Por vezes tive a sensação que o roteiro suaviza para o público o drama da protagonista com uma história “fofa” de uma garota “simpática” num mundo generoso e agregador.
  Juno conta com o apoio do pai e a madrasta, possui uma amiga descerebrada e acha um casal rico disposto a pagar pelo bebê. Ou seja, o único conflito em si é o fato de uma garota de 16 anos querer doar seu filho que mal a nisso?
  É justamente porque vivemos numa sociedade hipócrita e machista -é não digo apenas da Americana - que Juno tem tudo para se tornar um bom programa instrutivo para que os pais vejam com os filhos, assim como a mídia vende o brasileiro "Meu nome não é Jhonny".
  O diálogo mais provocativo cabe a madrasta que justifica o fato dos adolescentes iniciarem a vida cedo por se sentirem entediados. Será este motivo que leva Juno a transar ou a garota está realmente apaixonada? O que significa a ela ser sexualmente ativa? E o que significa para nós?
  Eu confesso: esperava mais. E embora a justificativa para o questionamento de Juno sobre a pessoa "ideal" ser plausível, o final não me convence.
Nas mãos de Solondz - por exemplo - Juno teria um outro final. Talvez menos útopico. Não é provocativo e questionador como "Aos Treze" e nem melancólico como as virgens de Sofia.

Juno alia entretenimento pop com simulacros de um conflito. É mais "bonitinho" que a realidade. Confira.

Exemplo de resenha de filme

Resenha crítica
Filme Crepúsculo
   Crepúsculo o mais novo fenômeno do cinema internacional escrito por StephenieMeyer. O filme não só enfatiza os jovens mais também os adultos.A história conta as aventuras de um amor fictício, entre um humano e um vampiro,que ocorrem na pequena cidade de Forks em Washington. É ali que Bella (kristenstewart) irá morar com o pai Charlie e se apaixonar pelo garoto mais sinistro daescola, Edward Cullen (Robert Pattison). Edward vive com os Cullen, cincointrigantes jovens da escola e de beleza inumana.Edward e sua família são descendentes de vampiros, mas conseguiram domar odesejo de saciar-se de humanos, de tal modo se consideram  vegetarianos por só sealimentarem do sangue de animais. Mas Edward tem de controlar e resistir a umdos seus maiores desejos - provar o sangue de Bella, que segundo ele, exala o odo rmais atrativo que já sentiu.  
    Dentre os acontecimentos Bella e Edward descobrem que mais do que atração elesestão apaixonados.É então que James, um vampiro obcecado em caçadas, não resiste ao cheiro deBella e se vê desafiado por Edward. A luta começa e o amor é a única defesa. 
   No filme fica claro o amor dos dois, mas isso ocorre de uma maneira muito rápida,nós deixando um pouco confuso de como isso aconteceu. O primeiro beijo, porexemplo, o ato aparece de uma forma em que o amor não fica tão explicito assimquanto no livro, a tendência seria demonstrar através do ato a intensidade do amorentre os dois, já que não houve toda uma introdução correta do mesmo, de modo soou de uma maneira mais carnal em termos de desejo.
Para os leitores de Twilight (versão original do nome) o filme  faltou  cena simportantes para o entendimento concreto da história, assim como a explicação do porquê  nome “Crepúsculo”. No livro Edward explica a Bella que o crepúsculo é à hora mais segura do dia para eles e a mais fácil. “Mas também a mais triste, de certa forma, o fim de outro dia, a volta da noite”.Mas uma coisa  fica  evidente, o diálogo entre os personagens, a linguagem, a formação,  tudo muito diversificado. Por exemplo, na  frase “Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de suas expectativas, é irracional se lamentar com isso chega  ao  final”. Da  linguagem  coloquial  passa-se   a formalidade  e  um  a r poético magnífico.
Bom,   resta saber,  será Stephenie Meyer a  nova   JK Rowling? (Autora de Harry Potter) .. É o que nós aguardamos para ver.

Exemplo de resenha crítica

Resenha Critica do livro “O Pequeno Príncipe”

Escrito e ilustrado por Saint-Exupery (que se fez o narrador da historia), o Pequeno Príncipe começa com a pane de um pequeno avião que deixa o piloto preso no meio do deserto do Saara. Como não tinha passageiro algum com ele empreendeu sozinho o papel de mecânico no difícil conserto do motor. Após a primeira noite adormeceu nas areias do deserto, e foi acordado por uma criança que lhe pede: “Desenha-me um carneiro”.
É ai que começa o relato das fantasia e sonhos de uma criança como todas as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.
            Apresenta personagens plenos de simbolismo: o rei (que pensava que todos eram seus súditos e não tinha ninguém por perto), o contador (que se dizia muito serio mais não tinha tempo para sonhar), o geógrafo (que se dizia sábio mais não sabia nada da geografia do próprio país), o bêbado (que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber), a raposa, a rosa e a serpente.
          O Pequeno Príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões. O orgulho da rosa, que também vivia no planeta do Pequeno Príncipe, arruinou a tranqüilidade e o levou a uma viagem que o trouxe finalmente a Terra, onde encontrou a raposa que o levou a começar a descobrir o que é realmente importante na vida – o amor, a amizade e o companheirismo. Assim, cada personagem mostra o quanto às “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão o devido valor às coisas. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo da amizade:
 “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.
Antonie Jean Baptiste Marie Roger de Saint-Exupery, foi um escritor de grande sensibilidade, com uma delicada preocupação com o sentido do humano e da existência. Em uma narrativa poética, vai elaborando sua visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, em uma obra aparentemente simples, mais apenas aparentemente. O livro devolve a cada um o mistério escondido em nossa alma. De repente retornamos aos nossos sonhos infantis e reaparece a lembrança de questionamentos acomodados, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. Um reencontro pessoal com a criança que nos habita.
É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam a solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias e esquecemos a criança que fomos. Pelas mãos desse menino o leitor recupera a meninice, abrindo uma brecha no tempo. Voltamos a sentir o perfume de uma estrela e a ouvir a voz de uma flor... Com ele reconquistamos a tranqüilidade e a liberdade, deixando alojar se pela beleza, apossar-se a pouco da sabedoria e do discernimento do que seja essencial. O Pequeno Príncipe é enigmático, profundo, escrito de uma forma metafórica.
Há obras que de alguma forma são capazes de transformar o leitor. Esta é uma delas, que transmite uma experiência muito particular. Uma historia bonita que traz ensinamentos sobre amizade e companheirismo:
 “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
            Este não é um livro para criança como a maioria das pessoas pensa, é um livro que traz a mensagem da infância. A criança que esta guardada no nosso coração e na qual reconhece nossos olhos, nosso sorriso, nossa alma... É o mundo onde vivemos e o qual podemos mudar. Se não o quisermos compreender e não nos interessarmos pelas palavras de Saint-Exupery, fica uma das sentenças do Príncipe:
“Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo.”
Bruno R Pádua
Enviado por Bruno R Pádua em 18/07/2006
Código do texto: T196309

Resenha crítica: como fazer

Na resenha crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
  
Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar; 

Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado; 

Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo; 

Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado; 

Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico. 

Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc. 

Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador. 

Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome

Obesidade, a maior epidemia infantil da história

Um filme obrigatório para qualquer pessoa que se importe com a saúde das nossas crianças” - Jamie Oliver, chef britânico e apresentador de TV



O documentário Muito Além do Peso foi lançado em novembro de 2012, em um contexto de amplo debate sobre a qualidade da alimentação das nossas crianças e os efeitos da comunicação mercadológica de alimentos dirigida a elas. O filme é fruto de uma longa trajetória da Maria Farinha e do Instituto Alana na sensibilização e mobilização da sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância.

 Em 2008, o documentário Criança, a alma do negócio alertou para o resultado devastador dos apelos de mercado voltados ao público infantil e propôs uma reflexão sobre questões como ética e responsabilidade de cada ator social na proteção da criança frente às relações de consumo. Muito Além do Peso mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.






quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pérolas dos 9º anos vespertino "E. M. Profª Ada Sant'Anna da Silveira

Palavras e expressões sobre o filme "JUNO"


Palavras:

"Deside = decide; bebe = bebê; os ultrasão = o ultrasson; expermenta = experimenta; endesijo = indeciso; pirolas = pílulas; ingraçado = engraçado; ipotesi = hipótese; opições = opções; ditatico = didático; relaçoens = relações; espulsala = expulsá-la; espussa = expulsa..."

E as expressões: 

" filme bem contado e também soube contar...; na minha opinião eu acho...; Pouco jovens tem que saber o que faz ter mais juizo no que faz se prevenir no que esta fazendo...; Um filme que sabe se comunicar verbalmente..."

Para refletir...


TEXTOS DA LITERATURA BRASILEIRA - POESIAS - BALADA DO AMOR ATRAVÉS DAS IDADES (Carlos Drummond de Andrade)

Eu te gosto, você me gosta                  Depois (tempos mais amenos)
desde tempos imemoriais.                     fui cortesão de Versailles,
Eu era grego, você troiana,                  espirituoso e devasso.
troiana mas não Helena.                       Você cismou de ser freira...
Saí do cavalo de pau                           Pulei muro de convento
para matar seu irmão.                          mas complicações políticas
Matei, brigamos, morremos.                   nos levaram a guilhotina.
                                                                         
 Virei soldado romano,                          Hoje sou moço moderno,
 Perseguidor de cristãos.                      remo, pulo, danço, boxo,
 Na porta da catacumba                       tenho dinheiro no banco.
Encontrei-te novamente.                      Você é uma loura notável,
Mas quando vi você nua                       boxa, dança, pula, rema.
Caída na areia do circo                         Seu pai é que não faz gosto.
 E o leão que vinha vindo,                     Mas depois de mil peripécias,
 Dei um pulo desesperado                      eu, herói da Paramount,
e o leão comeu nós dois.                       te abraço, beijo e casamos.

Depois fui pirata mouro                  Poesia e prosa.
Flagelo da Tripolitânia.                   Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988.
Toquei fogo na fragata
Onde você se escondia
Da fúria do meu bergantim.
Mas quando eu ia te pegar
E te fazer minha escrava,
Você fez o sinal-da-cruz
E rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.


Literatura de cordel